
Fonte: Novo Jornal
As manifestações contra o governo Dilma Rousseff em Natal ficaram concentradas durante o período da tarde deste domingo (16). A concentração começou antes das 15h nas imediações do Shopping Midway Mall de onde partiu, por volta das 16h30, no sentido Zona Sul, até a Avenida Miguel Castro, onde o movimento se dispersou a partir das 18h. A Polícia Militar estima que cinco mil pessoas participaram do protesto. O evento contou com o apoio de grupos de ciclistas, Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED) e a presença de políticos, como o senador Jose Agripino (DEM), deputados federais Felipe Maia (DEM) e Rogério Marinho (PSDB). José Agripino reclamou das promessas não cumpridas pela presidente em campanha. "O povo mais uma vez vem as ruas de Natal protestar com a sua indignação porque o governo pode errar mas não pode prometer e não cumprir, fazendo o contrário e mentindo para a população. O governo perdeu o respeito e a dignidade", disse. Para Rogério Marinho as mudanças devem partir da população. "Venho pela terceira vez participando como cidadão com minha família. Não podemos conviver com esse quadro que o Brasil se encontra e toda mudança deve acontecer no plano constitucional, por isso a população deve fazer a sua parte e mostrar a sua indignação", disse o deputado. O Presidente do Conselho Regional de Medicina, Jeancarlo Cavalcanti, explicou que cerca de mil médicos participaram do protesto. "A categoria está presente contra um governo que está destruindo a saúde pública do país", declarou. Profissionais de diversas áreas estiveram presentes à manifestação, desde médicos, empresários, advogados, até funcionários públicos. "Se tivesse olimpíadas da corrupção, o Brasil ganharia todo ano", ironizava o publicitário Edinaldo Paiva, que carregava cartazes e a representação de uma tocha da corrupção, em alusão à tocha olímpica. Também foram confeccionados dois bonecos representando a presidente Dilma e o ex-presidente Lula atrás das grades, além de carros de som, faixas, entre outros matérias usados pelos manifestantes. "Trouxe minha família pra mostrar que não é esse o país que eu quero para o futuro dos meus filhos. Queremos esse governo do PT fora, ninguém aguenta mais", reclamava o empresário Alex Sales. Durante à manifestação, a avenida Salgado Filho ficou interditada durante todo o percurso do protesto. Foram usadas as ruas e avenidas adjacentes para desvio de tráfego. A organização do evento anunciava nos carros de som que cerca de 15 mil pessoas estavam presentes, mas a Polícia Militar estimou em 5 mil o contingente manifestantes no ato. "É um movimento apartidário que segue o mesmo sentimento que está ocorrendo em todo o país. São cidadãos de bem lutando contra a corrupção de um governo que só tem demonstrado medidas que prejudicam o povo brasileiro", diz um dos organizadores do protesto, Arthur Dutra.

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