O professor titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Tassos Lycurgo, passou a ser alvo de um abaixo-assinado que pede sua expulsão da instituição após declarações feitas durante a participação em um podcast.
O docente ganhou visibilidade nacional ao defender a existência de Deus e criticar pautas ligadas ao ativismo identitário, o que provocou forte reação de grupos políticos dentro e fora da universidade.
Durante a entrevista, Lycurgo afirmou não existir racismo estrutural no Brasil. Para ele, atribuir problemas sociais exclusivamente à cor da pele é um “desserviço”, especialmente à população negra. O professor sustentou que a pobreza atinge pessoas de todas as etnias e citou o sertão nordestino como exemplo, mencionando a presença de pessoas brancas e loiras em situação de extrema miséria.
Segundo o docente, grupos organizados dentro da UFRN passaram a se mobilizar e a articular ações com alcance nacional. Ele afirma que notas e manifestações vêm sendo divulgadas de forma coordenada em grupos de WhatsApp da universidade e nas redes sociais, com o objetivo de pressionar a instituição a adotar medidas contra ele.
Em manifestação pública, Lycurgo declarou que a iniciativa não representa um movimento estudantil, mas sim um “projeto de poder”.
De acordo com ele, os grupos envolvidos não buscam diálogo, e sim intervenção política. “O problema não é discordar, mas não tolerar a divergência”, afirmou.
Com forte presença nas redes sociais, especialmente no Instagram, Tassos Lycurgo é conhecido por conteúdos voltados à apologética cristã, à defesa da fé e a críticas ao marxismo cultural e ao comunismo. O caso reacende o debate sobre liberdade acadêmica, pluralismo ideológico e os limites da militância política dentro das universidades públicas brasileiras.
Os manifestantes não acreditam em Deus, o que é um direito.
No entanto, quando se deparam com alguém que professa a fé, passam a acusá-lo de intolerância religiosa. Segundo essa visão, o discurso adotado é agressivo, marcado por vitimismo e pela tentativa de impor uma única opinião, resultando na negação do direito de crença do outro.
Fonte: @thalitamoemablog
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