quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ex-diretor do FBI é apontado para investigar ingerência russa


Robert Mueller (Getty Images/A. Wong)

Fonte: DW

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos nomeou nesta quarta-feira (17/05) o ex-diretor do FBI Robert Mueller como conselheiro especial, responsável por conduzir as investigações acerca da suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas no ano passado.
O anúncio surge após repetidas solicitações dos democratas para que tais inquéritos fossem comandados por alguém que não estivesse atrelado ao Departamento de Justiça americano.
"Com base nas circunstâncias únicas, o interesse público exige que eu coloque esta investigação sob a autoridade de uma pessoa que exerce um grau de independência da cadeia normal de comando", afirmou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, ao anunciar a nomeação de Mueller.
O funcionário acrescentou que sua decisão não se trata de uma "constatação de que crimes foram cometidos ou de que um processo judicial é justificado". "Eu não fiz essa determinação", disse Rosenstein em nota. Não ficou claro se o presidente Donald Trump teve participação na decisão.
A polícia federal americana conduz investigações que apuram uma suposta ingerência russa nas eleições de 2016, bem como uma ligação entre o governo em Moscou e a campanha de Trump.
O tema, inclusive, vem cercado de polêmicas desde que o presidente demitiu o então diretor do FBI, James Comey, no último dia 9 de maio. Primeiramente, o afastamento levantou questões sobre os motivos de Trump, uma vez que foi sob o comando de Comey que o FBI deu início às investigações.
Já nesta terça-feira, o presidente foi acusado de ter pedido ao então diretor do FBI, em fevereiro, que encerrasse uma dessas investigações, a que envolveria o ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump Michael Flynn, segundo relatos publicados pela imprensa americana.
Flynn renunciou ao cargo em fevereiro, após admitir ter mentido para autoridades sobre o conteúdo de conversas telefônicas que manteve com o embaixador russo, Serguei Kislyak, em dezembro.
Deputados democratas e republicanos elogiaram nesta quarta-feira a nomeação de Mueller, que comandou o FBI entre 2001 e 2013. O democrata Elijah Cummings afirmou que Rosenstein "fez uma escolha sólida, colocando nosso país e o sistema judiciário em primeiro lugar". O republicano Jason Chaffetz também se declarou satisfeito, dizendo que Mueller possui "credenciais impecáveis".
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